Introdução

NIST CSF 2.0

O que é o NIST Cybersecurity Framework (CSF) 2.0?

O NIST Cybersecurity Framework 2.0 (CSF 2.0), publicado em fevereiro de 2024 pelo National Institute of Standards and Technology (EUA), é um framework voluntário de gestão de risco de cybersecurity. Ele fornece uma estrutura organizada de alto nível — independente de setor, tecnologia e tamanho da organização — para examinar, gerenciar e comunicar riscos de cybersecurity em linguagem compreensível por líderes de negócio, técnicos e reguladores.

A versão 2.0 trouxe mudanças significativas em relação à 1.1 (2018): (i) adicionou a sexta Function, GOVERN, que eleva a estratégia de cyber-risco ao nível de governance executiva; (ii) ampliou a ênfase em cadeia de suprimentos e em plataformas de terceiros; (iii) introduziu as Communities of Interest e formalizou os Informative References como mecanismo de mapeamento para outros frameworks (SP 800-53, ISO 27001, COBIT, etc.); (iv) reforçou o tratamento de privacidade como dimensão integrada, não paralela, à cybersecurity.

O CSF é organizado em três níveis hierárquicos: Functions (GV, ID, PR, DE, RS, RC) no topo, divididas em Categories (ex.: GV.OC, ID.AM) que agrupam Subcategories específicas (ex.: GV.OC-01). Cada subcategoria é uma declaração de resultado ("outcome") que descreve um estado de segurança desejado — não prescreve como alcançá-lo, deixando a organização escolher controles e tecnologias apropriados ao seu contexto.

Por que aplicar a um estudo de caso?

Ler o CSF em abstrato é insuficiente: as declarações de outcome são genéricas por design. Para que façam sentido, precisam ser traduzidas em ações, tecnologias e decisões concretas dentro de um contexto real. Este documento faz exatamente isso: para cada uma das 138 subcategorias do CSF 2.0, apresenta um exemplo concreto de implementação em uma clínica de diagnóstico por imagem fictícia, mas realista.

O estudo de caso não substitui a leitura do framework oficial (NIST CSWP 29) — ele a complementa, mostrando como cada declaração genérica se manifesta no dia-a-dia de uma organização de saúde brasileira sujeita à LGPD, às resoluções do CFM e à regulação da ANVISA.

🏥 Estudo de Caso: Clínica Diagnóstico Preciso Ltda.

Clínica de médio porte (180 funcionários, 3 unidades, faturamento anual de R$ 38 milhões) especializada em diagnóstico por imagem: tomografia, ressonância magnética, ultrassonografia, raio-x digital e mamografia. Operação crítica sustentada pelo PACS (Picture Archiving and Communication System), RIS (Radiology Information System) e sistema de billing integrado a convênios de saúde.

  • Ativos críticos: PACS (6 TB de imagens DICOM), RIS (laudos e agendas), billing, portal do paciente.
  • Regulamentações aplicáveis: LGPD (Lei 13.709/2018), Resolução CFM 2.314/2022 (prontuário eletrônico), ANVISA RDC 30/2013, ISO 27001 (em implementação).
  • Cenário de ameaça principal: ransomware com exfiltração de laudos — ataque observado em hospitais brasileiros em 2023 (Rede D'Or, Hospital Albert Einstein, Sírio-Libanês).
  • Postura atual: Tier 3 do CSF (Repeatable); alvo: Tier 4 (Adaptable) em 24 meses.

Como navegar neste documento

Use o índice à esquerda para pular diretamente a qualquer Function, Category ou Subcategory. O campo de filtro no topo do índice permite localizar subcategorias por ID (ex.: GV.SC mostra apenas a cadeia de suprimentos) ou por texto livre. Cada categoria é colapsável/expandível clicando no cabeçalho. Botões de copiar estão disponíveis nas tabelas de mapeamento. O modo escuro pode ser alternado no canto superior direito e persiste entre sessões.

Nota: Este é um material educacional. Os exemplos da clínica são fictícios, mas construídos a partir de práticas reais do setor saúde. Antes de aplicar qualquer controle descrito, valide a adequação ao seu contexto, consulte seu time jurídico/de compliance e realize análise de risco própria.

GOVERN

GV · 6 categorias · 39 subcategorias
📄 nist-govern.jpg
Missão, stakeholders, prioridades e dependências que moldam o apetite a risco da organização.
GV.OC-01
A missão, a visão e os valores organizacionais são estabelecidos, revisados e comunicados.
Define o propósito que orienta todas as decisões de cybersecurity.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso A Clínica Diagnóstico Preciso formalizou em ata do Conselho a missão de 'oferecer diagnóstico por imagem preciso e humano'. A confidencialidade dos laudos é listada como valor institucional, o que justifica o orçamento de MFA e criptografia mesmo sem obrigatoriedade legal direta.
GV.OC-02
A estratégia de cyber-risco e seus objetivos são estabelecidos e acordados com as partes interessadas.
Traduz o apetite a risco em metas mensuráveis e prioridades de investimento.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso A Diretoria definiu três objetivos para 2024-2025: (1) zerar laudos em papel, (2) MFA em 100% dos acessos ao PACS, (3) tempo de recuperação (RTO) de 4h para o PACS. As metas foram publicadas para todos os colaboradores.
GV.OC-03
Os resultados, o risco e as atividades de cybersecurity são comunicados às partes interessadas internas e externas.
Garante transparência e engajamento de stakeholders na estratégia de risco.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso A Clínica publica um relatório semestral de segurança para pacientes e convênios, e reporta incidentes relevantes à ANPD conforme LGPD. Médicos parceiros recebem um boletim trimestral com indicadores de segurança.
GV.OC-04
As dependências e os impactos de cyber-risco são considerados nas decisões estratégicas e operacionais.
Integra o risco cibernético ao processo decisório do negócio.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Quando a Clínica decidiu abrir uma filial em outra cidade, o Comitê de Risco avaliou que o novo PACS regional aumentaria a superfície de ataque e exigiria link dedicado e SIEM estendido — custos incorporados ao business case.
GV.OC-05
Os objetivos e as atividades de cybersecurity são alinhados com os objetivos, políticas e requisitos legais internos e externos.
Sincroniza o programa de cybersecurity com obrigações regulatórias e metas do negócio.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso O programa de segurança foi mapeado contra LGPD, Resolução CFM 2.314/2022 (prontuário eletrônico), ANVISA RDC 30/2013 e ISO 27001. O DPO mantém uma matriz de conformidade que cruza cada controle com a obrigaçao legal correspondente.
Como a organização estabelece, aplica e mantém sua postura de risco cibernético.
GV.RM-01
O risco de cybersecurity é considerado explicitamente na gestão de riscos organizacionais.
Eleva o cyber-risco ao mesmo nível de risco financeiro, operacional e jurídico.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso A matriz de riscos corporativa da Clínica inclui 'vazamento de laudos' como risco de impacto alto, ao lado de risco de crédito e risco regulatório. O Comitê de Riscos avalia todos trimestralmente.
GV.RM-02
A estratégia de cyber-risco é estabelecida, acordada e documentada.
Formaliza prioridades, papéis e ferramentas para tratar o risco cibernético.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso O documento 'Estratégia de Segurança da Informação v3.2' define defesa em profundidade, defesa do PACS como prioridade, e adoção do CSF como framework. Aprovado pela Diretoria em 2024.
GV.RM-03
A estratégia de cyber-risco é revisada e ajustada para refletir mudanças no contexto organizacional, no perfil de ameaças, na tecnologia e nos regulamentos.
Mantém a estratégia atualizada diante de um cenário em evolução.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Após a onda de ataques ransomware a hospitais em 2023, a Clínica revisou a estratégia para incluir testes de restauração de backup mensais (antes semestrais) e simulação de phishing bimestral.
GV.RM-04
O apetite e a tolerância a risco de cybersecurity são estabelecidos, acordados e documentados.
Define limites quantitativos e qualitativos para aceitação de risco.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso A Clínica declarou apetite zero para vazamento de laudos de pacientes VIP, tolerância baixa para indisponibilidade do PACS >4h, e tolerância média para indisponibilidade do portal de marcação de consultas <8h.
GV.RM-05
Decisões de cyber-risco são integradas às decisões de risco organizacional mais amplas.
Evita que o cyber-risco seja tratado em silo desconectado do ERM.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso A aquisição de um novo tomógrafo foi aprovada com condição de que o fabricante entregue atestado de hardening, ciclo de patches de 5 anos e suporte a SSO — três exigências do Comitê de Cyber-risco anexadas ao processo de aquisição.
GV.RM-06
Os riscos são priorizados usando metodologias de avaliação de risco documentadas.
Aplica critérios consistentes para ranquear e tratar riscos.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso A Clínica usa a metodologia OCTAVE Allegro para priorizar riscos. Cada risco recebe um score de 1-25 combinando impacto e probabilidade. Riscos ≥15 entram no POA&M com prazo obrigatório.
GV.RM-07
As atividades de gestão de cyber-risco são avaliadas quanto à sua eficácia e ajustadas conforme necessário.
Mensura se os controles estão produzindo o resultado esperado.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso O KPI 'tempo médio de detecção (MTTD)' caiu de 9h (2023) para 1,5h (2024) após implantação do SIEM. O Comitê avalia trimestralmente se os KPIs justificam o investimento contínuo.
Define quem decide, quem executa e quem responde por cada aspecto de cybersecurity.
GV.RR-01
A responsabilidade pela cybersecurity é compartilhada entre todas as partes interessadas, com accountability clara.
Difunde a responsabilidade sem diluir a accountability.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso O manual de funções da Clínica lista: Diretoria aprova orçamento; CISO executa a estratégia; DPO cuida de LGPD; TI operacional mantém controles; médicos e recepcionistas são treinados para reportar phishing em até 24h.
GV.RR-02
A autoridade, a responsabilidade e a accountability pelos riscos de cybersecurity são estabelecidas, documentadas e comunicadas.
Deixa explícito quem pode decidir e quem deve responder por cada classe de risco.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso A política de segurança atribui ao CISO autoridade para isolar qualquer equipamento suspeito, mesmo em horário de pico, sem necessidade de aprovação prévia da Diretoria.
GV.RR-03
A liderança é responsável por supervisionar o cyber-risco e fomentar uma cultura de cybersecurity.
Líderes dão o tom e os recursos para a cultura de segurança.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso O CEO abre pessoalmente a Semana de Consciência em Segurança, com palestra de 20min sobre o caso do Hospital Albert Einstein (ataque de 2020). O Conselho aprova o orçamento de segurança como item não-negociável.
GV.RR-04
A responsabilidade pela cybersecurity na cadeia de suprimentos é delegada e comunicada.
Estende accountability aos fornecedores e parceiros.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Contratos com o fabricante do PACS, da RIS e do sistema de billing incluem cláusulas de SLA de patch (<30 dias para críticos), notificação de incidente em 72h e direito de auditoria anual.
GV.RR-05
A responsabilidade pela gestão de risco de cybersecurity é delegada e comunicada a indivíduos específicos.
Nomeia pessoas, não apenas cargos, como responsáveis.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso A matriz RACI nomeia: Dr. Helena (CISO) é Accountable por resposta a incidentes; Carlos (TI) é Responsible por backup; Ana (DPO) é Accountable por reporte à ANPD. A matriz é revisada anualmente.
GV.RR-06
As responsabilidades de cibersegurança são integradas às descrições de cargos e funções.
Faz da cybersecurity parte do trabalho diário de cada cargo.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso A descrição do cargo de recepcionista inclui 'verificar identidade do paciente antes de liberar laudo' e 'reportar e-mails suspeitos em 24h'. Avaliação de desempenho inclui aderência a esses pontos.
GV.RR-07
Os responsáveis por cybersecurity recebem os recursos necessários para desempenhar suas funções.
Garante orçamento, ferramentas e tempo para a equipe executar.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso O CISO tem orçamento dedicado de 4% do faturamento, equipe própria (2 analistas SIEM, 1 forense terceirizado) e 10% do tempo da TI alocado a projetos de segurança.
Documentos formais que orientam comportamentos e decisões de cybersecurity.
GV.PO-01
Uma política de cybersecurity é estabelecida, documentada, aprovada, comunicada e implementada.
Cria a base formal para todas as ações de segurança.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso A Política de Segurança da Informação (PSI v4.0) tem 38 páginas, foi aprovada em ata do Conselho, e todo colaborador assina termo de ciência na admissão e a cada 12 meses.
GV.PO-02
As políticas de cybersecurity são revisadas e atualizadas em intervalos definidos ou quando mudanças significativas ocorrem.
Mantém as políticas alinhadas ao cenário atual.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso A PSI é revisada anualmente (abril) ou após incidentes. Após o ataque de ransomware a hospital vizinho em 2023, a política foi atualizada em 2 semanas para incluir bloqueio de USB e MFA obrigatório em VPN.
GV.PO-03
As políticas de cybersecurity são comunicadas, com conscientização e treinamento apropriados para as funções.
Garante que as políticas cheguem e sejam compreendidas por todos.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso A PSI é resumida em cartilha de 8 páginas com cenários do dia-a-dia ('o que fazer se receber e-mail estranho'). Treinamento presencial na admissão e e-learning anual com prova (nota mínima 7).
GV.PO-04
As políticas de cybersecurity são aplicadas por processos que incluem consequências em caso de não conformidade.
Dá peso às políticas por meio de enforcement.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Três advertências por escrito por violação de política (ex.: compartilhar senha) levam a suspensão. Em 2023, uma recepcionista foi advertida por colar senha em post-it; após treinamento de reforço, não reincidiu.
Acompanhamento contínuo da postura e da eficácia do programa de cybersecurity.
GV.OV-01
A cybersecurity é revisada pela liderança para garantir que as expectativas de cyber-risco sejam atendidas.
Lideranças exercem governance ativa, não apenas formal.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso O Conselho Administrativo recebe relatório mensal de cybersecurity com 8 KPIs (MTTD, MTTR, % de patches no SLA, % de phishing clicado, etc.) e faz perguntas específicas em cada reunião.
GV.OV-02
A liderança revisa relatórios regulares e tempestivos sobre a eficácia da cybersecurity e o uso de métricas.
Garante decisões baseadas em evidências e métricas consistentes.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso O Comitê de Risco compara KPIs mês a mês e contra benchmarks do setor saúde (HIMSS Analytics). Queda de KPI abaixo do target por 2 meses consecutivos dispara ação corretiva formal.
GV.OV-03
A liderança revisa e aprova as mudanças na estratégia, política e arquitetura de cybersecurity.
Mudanças significativas requerem endosso da liderança.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso A migração do PACS para nuvem híbrida foi precedida de análise de risco formal aprovada pelo Conselho, com parecer do CISO e do jurídico sobre compartilhamento de dados com o provedor cloud.
GV.OV-04
A liderança supervisiona a estratégia e as atividades de cyber-risco na cadeia de suprimentos.
Estende a supervisão aos parceiros e fornecedores críticos.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso A Diretoria aprova anualmente a lista de fornecedores críticos (PACS, RIS, cloud, billing) e exige atestados ISO 27001 ou SOC 2 renovados a cada 24 meses.
GV.OV-05
A liderança assegura que os papéis, as responsabilidades e a accountability pela cybersecurity sejam desempenhados adequadamente.
Confirma que a estrutura de accountability funciona na prática.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso A avaliação 360° do CISO inclui a pergunta 'O Conselho cumpre seu papel de oversight?' — resultado compartilhado com o Conselho para autoavaliação.
GV.OV-06
A liderança assegura que a estratégia de cyber-risco seja integrada às atividades de planejamento e gestão de desempenho.
Conecta cybersecurity ao ciclo de planejamento estratégico.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso O planejamento estratégico 2024-2026 tem cybersecurity como um dos 5 pilares, com metas bianuais (MFA 100%, zero laudos em papel, Tier 4 do CSF, etc.) atreladas ao bônus de executivos.
Como a organização gerencia o cyber-risco introduzido por fornecedores, parceiros e tecnologias de terceiros.
GV.SC-01
Uma estratégia de cyber-risco da cadeia de suprimentos é estabelecida, acordada, documentada e implementada.
Formaliza como a organização trata o risco de fornecedores.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso A Clínica mantém uma 'Estratégia de SCRM' que classifica fornecedores em Crítico, Alto, Médio, Baixo com exigências diferenciadas. O fabricante do PACS é Crítico; o de papelaria, Baixo.
GV.SC-02
Os fornecedores e parceiros de cybersecurity são identificados, priorizados e avaliados usando uma abordagem de gestão de risco em camadas.
Concentra esforço nos fornecedores de maior impacto.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso A Clínica tem 12 fornecedores Críticos (PACS, RIS, cloud, backup, etc.), 28 Altos e 140 Médios/Baixos. Apenas os Críticos passam por auditoria anual; Altos enviam questionário; Médios/Baixos têm cláusula contratual genérica.
GV.SC-03
Os requisitos de cybersecurity são incorporados aos contratos com fornecedores e parceiros.
Traduz controle em obrigação contratual executável.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Contratos Críticos incluem: SLA de patch, direito de auditoria, notificação de incidente em 72h, proibição de subcontratação sem aprovação, e multa de 2% do contrato por violação comprovada.
GV.SC-04
Os fornecedores e parceiros são monitorados para garantir o cumprimento dos requisitos contratuais de cybersecurity.
Verifica continuidade da aderência após a assinatura.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso O fabricante do PACS entrega mensalmente um relatório de patches aplicados e de vulnerabilidades conhecidas. A Clínica cruza isso com o portal do CVE e do CNVD nacional.
GV.SC-05
Os fornecedores e parceiros são notificados sobre suas obrigações em caso de incidente que afete a organização.
Garante resposta coordenada em incidentes que envolvam terceiros.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso O Plano de Resposta a Incidentes lista, para cada fornecedor Crítico, o contato 24x7, o tempo máximo de notificação (4h) e as obrigações de suporte à forense (logs, imagens de memória, etc.).
GV.SC-06
Os processos de contratação, desenvolvimento e entrega de produtos e serviços incorporam requisitos de cybersecurity.
Exige segurança desde a fase de aquisição, não apenas em produção.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Qualquer nova aquisição de TI passa por uma Análise Preliminar de Risco (APR) assinada pelo CISO antes do pedido de compra. A APR inclui: CVEs conhecidos do produto, suporte do fabricante a SSO/MFA, e ciclo de vida declarado.
GV.SC-07
Os riscos de cyber-risco da cadeia de suprimentos são identificados, avaliados, priorizados, tratados e monitorados.
Aplica o ciclo completo de gestão de risco a terceiros.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso A Clínica descobriu que o software de marcação de consultas usava uma versão do Angular com CVE crítico (CVE-2022-25869). Após avaliação, exigiu do fornecedor o upgrade em 30 dias; o risco foi aceito temporariamente com WAF + regra de bloqueio até a correção.
GV.SC-08
Os fornecedores e parceiros recebem feedback sobre seu desempenho de cybersecurity e sobre incidentes relevantes.
Promove melhoria contínua do ecossistema de terceiros.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso A Clínica envia a cada fornecedor Crítico um relatório anual de desempenho (cumprimento de SLA, qualidade dos patches, incidents) e realiza reunião de retroalimentação.
GV.SC-09
A continuidade dos negócios é considerada no contexto de cyber-risco da cadeia de suprimentos.
Garante que a queda de um fornecedor não pare o negócio.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Para o PACS, a Clínica tem: (a) backup offline completo, (b) contrato de suporte emergencial com segundo fornecedor, (c) procedimento manual de emissão de laudos em papel para atendimentos urgentes durante indisponibilidade.
GV.SC-10
A estratégia de cyber-risco da cadeia de suprimentos é revisada e ajustada para refletir mudanças no contexto e nos riscos.
Mantém a estratégia de SCRM atualizada.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Após o ataque à Rede D'Or em 2023, a Clínica revisou a classificação de fornecedores cloud e elevou o provedor de hospedagem do PACS de Alto para Crítico, com auditoria de segurança imediata.

IDENTIFY

ID · 3 categorias · 22 subcategorias
📄 nist-identify.jpg
Inventário completo e atualizado de ativos físicos, lógicos, dados e fornecedores.
ID.AM-01
Inventário de ativos físicos e dispositivos lógicos é mantido e atualizado.
Saber o que existe é pré-requisito para proteger.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso A Clínica usa um CMDB (GLPI) que inventaria 4 servidores físicos, 18 VMs, 42 workstations, 12 estações de diagnóstico, 6 impressoras, 3 switches de rede, 1 firewall. O inventário é atualizado por agent instalado em cada equipamento.
ID.AM-02
Inventário de software, plataformas e aplicações é mantido e atualizado.
Conhece as aplicações em uso, versões e ciclos de vida.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso A Clínica mantém lista de 38 aplicações: PACS v5.2, RIS v3.1, sistema de billing, portal do paciente, antivírus, Office, etc. Cada entrada registra versão, fornecedor, fim de suporte e criticidade. aplicações em fim de suporte (ex.: Windows Server 2012) têm plano de migração formal.
ID.AM-03
Inventário de comunicações e fluxos de dados organizacionais é mantido e atualizado.
Mapeia por onde os dados circulam, dentro e fora da organização.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Diagrama de fluxos mostra: PACS ↔ RIS (HL7), PACS ↔ estações de diagnóstico (DICOM), RIS ↔ billing (REST), portal ↔ pacientes (HTTPS), PACS ↔ nuvem de backup (TLS 1.3). Diagrama revisado a cada mudança arquitetural.
ID.AM-04
Inventário de configurações de hardware e software é mantido e atualizado.
Documenta parâmetros críticos para permitir auditoria e rollback.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Cada servidor tem sua configuração documentada no CMDB (CPU, RAM, discos, rede) e no git (playbooks Ansible de configuração). Backups das configurações do firewall e switches são versionados mensalmente.
ID.AM-05
Inventário de ativos de software e hardware fornecidos por terceiros é mantido e atualizado.
Estende o inventário a equipamentos e software geridos por terceiros.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Os 3 tomógrafos da Clínica (Gerenciados pelo fabricante) entram no CMDB como 'ativos de terceiros', com link para o contrato e o contato técnico. O fabricante entrega relatório mensal de patches aplicados.
ID.AM-06
Inventário de dados e informações organizacionais é mantido e atualizado.
Saber quais dados existem, onde estão e sua sensibilidade.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso A Clínica mantém um 'Inventário de Dados Pessoais' exigido pela LGPD, listando: dados do paciente (nome, CPF, convênio), dados de saúde (laudos, imagens), dados de pagamento, logs de acesso. Cada conjunto tem classificação de sensibilidade (alta/média/baixa) e localização.
ID.AM-07
Inventário de serviços e fornecedores organizacionais é mantido e atualizado.
Conhece todos os terceiros que processam dados ou fornecem serviços críticos.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso A Clínica tem 180 fornecedores cadastrados, dos quais 12 críticos. Cada um tem: contrato vigente, classificação de risco, dados acessados, e responsável pela relação. Lista revisada anualmente com o Jurídico.
ID.AM-08
Os ativos são priorizados de acordo com a estratégia de risco da organização.
Foca esforços nos ativos mais críticos ao negócio.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso O Comitê classificou: PACS = crítico (parada >4h = perda >R$ 50k/dia), RIS = alto, billing = alto, portal = médio, impressoras = baixo. A alocação de controles (MFA, monitoramento, backup) segue essa priorização.
Identificação, análise e priorização de riscos de cybersecurity.
ID.RA-01
Vulnerabilidades em ativos são identificadas, documentadas e priorizadas.
Conhece as fragilidades antes do atacante.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Scanner de vulnerabilidades (Nessus) roda semanalmente sobre toda a rede. Em 2024 foram identificadas 87 vulnerabilidades, das quais 12 críticas (CVSS ≥ 9). Todas as críticas foram tratadas em ≤7 dias.
ID.RA-02
Threat intelligence interno e externo é coletado, analisado e compartilhado.
Aprende com ameaças observadas em outros lugares.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso A Clínica assina feed do CERT.br, MITRE ATT&CK e CISCP da HIMSS. O analista SIEM correlaciona IoCs (IPs, hashes, domínios) com logs locais. Em 2024 bloqueou preventivamente 23 IPs que atacaram hospitais brasileiros.
ID.RA-03
As ameaças internas e externas são identificadas e registradas.
Mapeia atores que podem se interessar pela organização.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso A matriz de ameaças lista: ransomware (altíssima), phishing (alta), insider curioso (média), insider malicioso (baixa), ataque à cadeia de suprimentos (média), DDoS (baixa). Cada ameaça tem actor típico, motivação e capability.
ID.RA-04
Os impactos potenciais de ameaças são identificados e registrados.
Traduz ameaças em consequências para o negócio.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Para ameaça 'ransomware no PACS' os impactos identificados foram: perda de receita (R$ 50k/dia), dano reputacional, multa ANPD (até 2% faturamento), risco assistencial (laudo não liberado), custo de recuperação (R$ 200-500k).
ID.RA-05
Cenários de ameaças são estabelecidos e priorizados.
Constrói narrativas plausíveis que orientam defesa e exercícios.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Cenário prioritário: 'atacante entra via phishing a recepcionista, move lateralmente até servidor PACS, exfiltra laudos e criptografa'. Cenário usado no tabletop de 2024 com participação da Diretoria.
ID.RA-06
Cenários de risco são estabelecidos e priorizados usando ameaças, vulnerabilidades, impactos e probabilidade.
Combina os elementos anteriores em riscos priorizados.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Risco #1: ransomware no PACS (impacto alto × probabilidade alta = 20/25). Risco #2: insider acessa laudo de paciente VIP (impacto alto × probabilidade média = 12/25). Risco #3: vazamento via backup cloud (impacto alto × probabilidade baixa = 8/25).
ID.RA-07
Ameaças, vulnerabilidades, impactos e probabilidade são usados para determinar e priorizar riscos.
Produz um ranking de riscos que orienta o plano de ação.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso A matriz de riscos 2024 tem 38 riscos, dos quais 6 são 'críticos' (≥15/25) e entram no POA&M com prazo obrigatório. Os demais são monitorados trimestralmente.
ID.RA-08
Processos são estabelecidos para receber, analisar e responder a relatórios de vulnerabilidade.
Cria canal formal para receber alertas de pesquisadores, fornecedores e equipe.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso A Clínica tem e-mail security@clinicadiagnostico.com.br monitorado em SLA de 4h. Em 2024 recebeu 3 alertas de pesquisadores (2 via programa privado no HackerOne, 1 direto), todos respondidos em ≤24h.
ID.RA-09
A avaliação de risco é realizada e documentada em intervalos definidos ou quando mudanças significativas ocorrem.
Renova a avaliação periodicamente e após eventos relevantes.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Avaliação formal semestral (janeiro e julho). Avaliação extraordinária após: incidente relevante, mudança arquitetural (ex.: nuvem), nova regulação (ex.: atualização da LGPD), ou entrada de novo fornecedor crítico.
ID.RA-10
Os riscos são compartilhados com as partes interessadas internas e externas, conforme apropriado.
Comunica riscos a quem precisa saber para decidir ou agir.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Riscos críticos são reportados ao Conselho mensalmente. Riscos regulatórios vão ao Jurídico e DPO. Riscos de fornecedores são compartilhados (em forma anonimizada) com o ISAC Saúde-Brasil, do qual a Clínica é membro.
Como a organização incorpora lições aprendidas e mantém a melhoria contínua.
ID.IM-01
Lições aprendidas em avaliações, exercícios e incidentes são incorporadas para melhorar a postura de cybersecurity.
Transforma experiência em melhoria concreta.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Após o tabletop de 2024, três melhorias foram implementadas: (1) lista de contatos de crise impressa e distribuída, (2) procedimento de isolamento rápido do PACS documentado, (3) canal secundário de comunicação (Signal) para crise.
ID.IM-02
Avaliações e melhorias de segurança são realizadas em ativos existentes e em novos ativos antes da implantação.
Aplica a melhoria tanto ao legado quanto ao novo.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Toda nova aplicação passa por code review de segurança (SAST) e teste de penetração antes de ir para produção. Aplicações legadas têm revisão anual com scan DAST e análise manual.
ID.IM-03
Melhorias de cybersecurity são testadas e validadas antes da implantação.
Evita que a 'melhoria' introduza novos riscos.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Antes de implantar EDR em todos os endpoints, a Clínica rodou piloto de 30 dias em 6 máquinas. Avaliou falsos positivos, impacto em performance e compatibilidade com PACS. Apenas após validação, deploy geral.
ID.IM-04
A eficácia das melhorias de cybersecurity é avaliada e documentada.
Confirma se a melhoria produziu o efeito esperado.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Após implantação do MFA no PACS (janeiro/2024), o KPI 'tentativas de login com senha vazada' caiu 92% em 3 meses. O resultado foi documentado e apresentado ao Conselho como justificativa para expandir MFA a outros sistemas.

PROTECT

PR · 5 categorias · 27 subcategorias
📄 nist-protect.jpg
Garantir que apenas as pessoas certas acessem os recursos certos, na hora certa.
PR.AA-01
Identidades são estabelecidas para usuários, dispositivos, sistemas e serviços.
Cada entidade tem identidade única e verificável.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Cada colaborador tem conta única no AD com UPN padrão (nome.sobrenome@clinica). Cada estação de diagnóstico tem conta de serviço dedicada. Equipamentos de rede têm certificados individuais para acesso administrativo.
PR.AA-02
Identidades são proverificadas durante o acesso usando métodos apropriados à sensibilidade do recurso.
Exige autenticação proporcional ao risco do recurso.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso MFA obrigatório para: VPN, webmail, PACS, RIS, billing, servidores SSH. Para portal do paciente: OTP por SMS. Para intranet: senha + recaptcha. Para recepcionistas: apenas senha forte + bloqueio após 5 tentativas.
PR.AA-03
Autenticação de usuários, dispositivos, sistemas e serviços é protegida contra ataques de repetição e interceptação.
Impede captura e reutilização de credenciais.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Todo acesso externo exige TLS 1.3 + MFA TOTP. Senhas nunca transitam em texto plano. Sessões têm timeout de 15min para PACS/RIS. Tokens de API giram a cada 90 dias.
PR.AA-04
Acesso a ativos é limitado aos usuários, dispositivos, sistemas e serviços autorizados, com o princípio do menor privilégio.
Concede só o necessário, só para quem precisa, só enquanto precisa.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Modelo RBAC: 'radiologista' vê só seus laudos; 'médico solicitante' vê só laudos de seus pacientes; 'recepcionista' vê dados de agenda mas não imagens. Acessos privilegiados (admin de PACS) exigem approvação do CISO e são auditados.
PR.AA-05
O princípio do menor privilégio é aplicado considerando contexto, risco e confiança dinâmica.
Ajusta o acesso conforme contexto (zero-trust).
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Médico que acessa PACS fora do horário de expediente ou de IP não habitual recebe prompt extra de MFA e dispara alerta ao SIEM. Em 2024, 3 acessos suspeitos foram bloqueados automaticamente.
PR.AA-06
Identidades, credenciais e direitos de acesso são gerenciados ao longo de todo o ciclo de vida.
Cria, modifica e revoga identidades de forma controlada.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Processo de RH informa admissões/demissões ao TI em SLA de 4h. Em demissão, conta é desativada imediatamente antes da entrevista de desligamento. Revisão trimestral de direitos de admins: 2 foram removidos em 2024 por mudança de função.
Capacitar a organização para reconhecer e responder a riscos de cybersecurity.
PR.AT-01
As pessoas são informadas e treinadas sobre cybersecurity, conforme suas funções e responsabilidades.
Treinamento sob medida para cada público.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Recepcionistas têm módulo de 2h sobre phishing e proteção de dados do paciente. Médicos, módulo de 1h sobre prontuário eletrônico e LGPD. Admins, 8h anuais sobre hardening, forense e resposta a incidentes.
PR.AT-02
Os indivíduos são equipados para aplicar cybersecurity de forma prática às suas atividades.
Vai além da teoria — treinamento aplicável ao dia-a-dia.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Treinamento de phishing inclui simulação mensal. Em 2024, taxa de clique caiu de 23% (jan) para 4% (dez). Recepcionistas praticam identificação de paciente falso em simulação com atores.
PR.AT-03
A liderança recebe treinamento que a capacita a tomar decisões informadas sobre cyber-risco.
Executivos entendem o suficiente para decidir bem.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Diretoria participa anualmente de workshop de 4h com CISO: revisão da estratégia, simulação de crise (tabletop), e discussão de tendências (IA generativa como vetor, deepfake, etc.).
PR.AT-04
A equipe de resposta a incidentes é treinada e testada regularmente.
Mantém a equipe de resposta afiada.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso A equipe CSIRT (4 pessoas) faz exercício prático (purple team) semestral e participação no Cyber Exercise do ISAC Saúde anualmente. Em 2024, exercício simulou ransomware no PACS com cronômetro e avaliação de tempos de detecção, contenção e recuperação.
PR.AT-05
A conscientização e o treinamento em cybersecurity são avaliados e melhorados continuamente.
Mensura e melhora o programa de capacitação.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso KPIs: taxa de clique em phishing, % de colaboradores com prova aprovada, tempo médio de reporte de e-mail suspeito. KPIs são reportados ao Conselho trimestralmente; gaps viram ações (ex.: reforço para turno noturno após taxa de clique 2x maior).
Garantir confidencialidade, integridade e disponibilidade dos dados.
PR.DS-01
A confidencialidade, a integridade e a disponibilidade dos dados em repouso são protegidas.
Protege dados armazenados em discos, bancos, backups.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Banco de dados do PACS e RIS usa TDE (Transparent Data Encryption) AES-256. Backups em fita LTO criptografados com chave guardada em HSM. Discos de notebooks com BitLocker. Chaves de desbloqueio no AD (escrow).
PR.DS-02
A confidencialidade, a integridade e a disponibilidade dos dados em trânsito são protegidas.
Protege dados que trafegam entre sistemas.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Toda comunicação usa TLS 1.3 (PACS-RIS, RIS-billing, PACS-cloud). VPN entre filiais usa IPSec IKEv2. DICOM entre tomógrafos e PACS roda em rede VLAN isolada. Certificados emitidos por CA interna com rotação anual.
PR.DS-03
Ativos de dados e informações são formalmente gerenciados ao longo do ciclo de vida, da criação ao descarte.
Aplica política de retenção e descarte seguro.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Política de retenção: laudos adultos por 20 anos (CFM), laudos pediátricos por 25 anos, imagens por 5 anos, logs por 1 ano. Descarte de discos: wipe com DoD 5220.22-M e certificado de destruição assinado por 2 testemunhas.
PR.DS-04
Adequação e disponibilidade de dados são asseguradas para uso previsto, mesmo durante incidentes.
Mantém os dados acessíveis ao negócio mesmo sob ataque.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Backups seguem regra 3-2-1: 3 cópias, 2 mídias (disco + fita), 1 offsite (cofre bancário). Restore testado mensalmente em ambiente isolado. Em 2024, todos os 12 testes de restore do PACS foram bem-sucedidos dentro do RTO de 4h.
PR.DS-05
Integridade de dados é verificada e medidas de verificação estão em vigor.
Detecta alterações não autorizadas em dados.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Tabelas críticas do PACS (laudos, assinaturas digitais) têm hash SHA-256 armazenado em HSM. Verificação automatizada diária; divergências disparam alerta de segurança. Assinatura digital ICP-Brasil em todos os laudos.
PR.DS-06
A integridade de software, hardware e firmware é verificada antes e durante o uso.
Garante que o que está rodando é o que deveria estar.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Imagens de VMs são assinadas e verificadas no boot. Updates de firmware de tomógrafos só aplicados após verificação de assinatura digital do fabricante. EDR monitora integridade de binários críticos do PACS.
Hardening, configuração segura e manutenção de plataformas físicas e virtuais.
PR.PS-01
Configurações de segurança são estabelecidas, documentadas e implementadas para ativos de hardware e software.
Aplica hardening baseado em benchmark reconhecido.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Servidores Windows seguem CIS Benchmark Level 1. Switches e firewall seguem guia do fabricante + CIS. Configurações versionadas em git com revisão por par. Desvios são justificados e registrados como exceção formal.
PR.PS-02
Software e firmware são atualizados, substituídos ou removidos quando necessário.
Mantém o parque atualizado contra vulnerabilidades conhecidas.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Política de patching: crítico (CVSS ≥9) em 7 dias, alto (7-8,9) em 30 dias, médio em 90 dias, baixo no próximo patch cicle. Em 2024, SLA cumprido em 94% dos casos. Windows Server 2012 retirado em março/2024.
PR.PS-03
Configuração de segurança é monitorada e correções são aplicadas quando desvios são detectados.
Detecta e corrige drifts de configuração.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Ferramenta de config compliance (Wazuh) verifica semanalmente servidores contra baseline. Em 2024 detectou 23 desvios (ex.: serviço desnecessário habilitado), todos corrigidos em ≤72h.
PR.PS-04
Comunicações entre ativos são protegidas contra espionagem e adulteração.
Segrega e protege tráfego entre segmentos.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Rede segmentada em VLANs: PACS (VLAN 10), RIS/billing (VLAN 20), estações de diagnóstico (VLAN 30), admin (VLAN 40), convidados (VLAN 99). Firewall interno controla tráfego entre VLANs com regras deny-all por padrão.
PR.PS-05
Mecanismos de prevenção de ataques (ex.: anti-malware, IDS/IPS) são implementados e mantidos.
Detecta e bloqueia ataques em tempo real.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso EDR (CrowdStrike) em todos os endpoints com detecção comportamental. IPS no perímetro com assinaturas atualizadas diariamente. Anti-malware tradicional como camada adicional em estações de diagnóstico.
PR.PS-06
A tecnologia é gerenciada considerando todo o ciclo de vida.
Acompanha hardware/software desde a aquisição até a baixa.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Política de ciclo de vida: servidor físico 5 anos, storage 4 anos, workstation 4 anos, switch 7 anos. Equipamentos próximos do fim do ciclo entram em plano de substituição. Aquisição só após análise de segurança.
Garantir continuidade e resiliência da infraestrutura mesmo diante de incidentes.
PR.IR-01
Backups de informações são criados, testados e mantidos em conformidade com a estratégia de risco.
Backups testados e recuperáveis são a base da resiliência.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Backups diários incrementais e semanais completos. Teste de restore mensal alternando: PACS (mês 1), RIS (mês 2), AD (mês 3), billing (mês 4). Cada teste mede tempo, integridade e consistência.
PR.IR-02
Redundância é aplicada para melhorar a disponibilidade e a confiabilidade dos ativos.
Elimina pontos únicos de falha.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Serviços críticos em cluster (PACS ativo-ativo em 2 servidores). Storage com RAID 10 + hot spare. Internet dual-link (operadoras distintas). Fontes redundantes nos servidores. No-break com autonomia de 30min + gerador para 8h.
PR.IR-03
Mecanismos de resposta e recuperação são implementados para garantir a continuidade dos negócios.
Plano de continuidade testado e atualizado.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Plano de Continuidade de Negócios (PCN) documenta RTO 4h (PACS), RPO 24h (laudos), 1h (RIS). PCN testado anualmente em exercício de meio dia com simulação de indisponibilidade total do datacenter principal.
PR.IR-04
A infraestrutura de cybersecurity é testada para garantir que atende aos requisitos de resiliência.
Confirma que defesas resistem a incidentes reais.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Teste de penetração externo anual por consultoria terceirizada (CREA certificado). Em 2024, 3 fragilidades críticas identificadas e corrigidas em ≤30 dias. Teste interno (red team) semestral pela equipe CSIRT.

DETECT

DE · 2 categorias · 19 subcategorias
📄 nist-detect.jpg
Observar ativos, redes e atividades para detectar anomalias e indicações de comprometimento.
DE.CM-01
Ativos são monitorados para encontrar anomalias, indicadores de comprometimento e eventos de cybersecurity.
Detecção baseada em logs de sistemas, EDR e SIEM.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso SIEM (Wazuh) coleta logs de 87 fontes: AD, PACS, RIS, firewall, EDR, switches. Em média 4,2 milhões de eventos/dia. Correlação gera ~25 alertas/dia, dos quais 2-3 viram incidentes investigados.
DE.CM-02
O ambiente físico é monitorado para encontrar potenciais eventos de cybersecurity.
Vigia o mundo físico que cerca os ativos digitais.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Câmeras (CFTV) cobrem datacenter, sala de servidores, recepção, e estações de diagnóstico. Controle de acesso biométrico na sala de servidores. Sensores de temperatura, umidade e energia no datacenter com alertas SMS.
DE.CM-03
A atividade da rede é monitorada para encontrar anomalias, indicadores de comprometimento e eventos de cybersecurity.
Detecta tráfego incomum que indicaria intrusão.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso IDS/IPS (Suricata) monitora tráfego nas bordas e entre VLANs críticas. Netflow analisado por ML (ExtraHop) para detectar beaconing, transferências anômalas e uso de protocolos não autorizados. Em 2024 detectou 3 tentativas de exfiltração bloqueadas.
DE.CM-04
O comportamento do usuário é monitorado para identificar indicadores de comprometimento, insider threats e outros eventos adversos.
Detecta padrões anormais de uso por parte de pessoas.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso UEBA do SIEM detecta: acessos fora de horário, acessos a registros fora do padrão (ex.: médico acessando 200 laudos em 1h), tentativas de download em massa. Em 2024, 2 insider threats detectadas (ambas funcionários em último mês de trabalho).
DE.CM-05
Ativos e serviços de fornecedores são monitorados para identificar eventos de cybersecurity.
Estende o monitoramento a terceiros críticos.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso A Clínica recebe feeds SOC2 do provedor cloud do PACS. O fabricante do PACS entrega relatório de access logs mensal. Alertas de segurança do fornecedor (CVE, advisory) entram no SIEM automaticamente.
DE.CM-06
Atividades de scanning são monitoradas para identificar anomalias, indicadores de comprometimento e eventos adversos.
Identifica reconhecimento que precede ataque.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso IPS bloqueia e alerta sobre port scans e vulnerability scans externos. Em 2024, média de 47 tentativas/dia bloqueadas. Aumento súbito de varreduras contra o portal do paciente dispara investigação.
DE.CM-07
O uso de serviços não autorizados é monitorado.
Detecta shadow IT e desvios de política.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Firewall bloqueia e loga tentativas de acesso a serviços não autorizados (Dropbox, WhatsApp Web, etc.). DNS logs analisados para identificar uso de serviços não corporativos. Em 2024, detectou uso de pendrive não autorizado em 3 estações.
DE.CM-08
Vulnerabilidades são monitoradas para identificar anomalias, indicadores de comprometimento e eventos adversos.
Acompanha a superfície de vulnerabilidade ao longo do tempo.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Dashboard de vulnerabilidades atualizado diariamente. Trend analysis mensal: número de vulns críticas em aberto, idade média, % de ativos cobertos por scan. Em 2024, vulns críticas em aberto caiu de 12 (jan) para 2 (dez).
DE.CM-09
A conformidade com a política de cybersecurity é monitorada.
Verifica aderência às políticas definidas.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Wazuh verifica conformidade com CIS Benchmarks mensalmente. Dashboard mostra % de servidores conformes (atualmente 87%). Não conformidades viram tickets com prazo de 30 dias para correção.
DE.CM-10
A integridade de dados e software é monitorada para identificar anomalias, indicadores de comprometimento e eventos adversos.
Detecta adulterações de dados ou binários.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso FIM (File Integrity Monitoring) do Wazuh monitora binários do PACS, configs de firewall e arquivos críticos do AD. Em 2024, detectou 5 alterações não autorizadas — 3 foram mantenção legítima não documentada, 2 foram corrigidas.
Correlacionar eventos, atribuir significado e priorizar respostas.
DE.AE-01
Uma baseline do ambiente de rede e de sistemas é estabelecida para detectar anomalias.
Saber o que é 'normal' para identificar o 'anormal'.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Baseline do SIEM: tráfego médio por VLAN, horários de pico de acesso ao PACS, volume de DICOM por hora, padrões de login por usuário. Baseline recalculada mensalmente e após mudanças arquiteturais.
DE.AE-02
Indicadores de comprometimento e eventos adversos são detectados e analisados.
Detecta IoCs conhecidos e comportamentos suspeitos.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Regras Sigma + ATT&CK no SIEM detectam: PowerShell encoded, PsExec lateral, Mimikatz, beaconing C2. Em 2024, detectou tentativa de Mimikatz em estação de recepcionista infectada por phishing — bloqueada em 12 min.
DE.AE-03
Informações de fontes internas e externas são correlacionadas para entender adversários, suas táticas, técnicas e procedimentos (TTPs).
Conecta os pontos entre o que se vê localmente e o que se sabe globalmente.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Threat intel feeds (CERT.br, MITRE ATT&CK, ISAC Saúde) integrados ao SIEM. Quando IoC é detectado, o SIEM sugere TTPs associadas e ataques similares em outros hospitais.
DE.AE-04
Eventos adversos são priorizados usando seus impactos potenciais.
Aplica triagem para focar no que importa.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Sistema de scoring de alertas combina: criticidade do ativo afetado, confidence da detecção, e TTP observada. Score 1-100. Alertas ≥70 disparam pageamento 24x7 do analista; ≥90 disparam CSIRT completo.
DE.AE-05
Indicadores de comprometimento e eventos adversos são categorizados, compartilhados e reportados às partes interessadas apropriadas.
Comunica detecções para quem precisa agir.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Alerta crítico dispara: notificação ao CISO por SMS, ticket no Jira, mensagem no canal CSIRT do Teams, e abertura de conferência bridge automática. Em incidente confirmado, escala ao CEO e Jurídico em ≤30min.
DE.AE-06
Insights derivados da análise são compartilhados com as partes interessadas apropriadas.
Difunde aprendizados para melhorar defesa coletiva.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Mensalmente o CSIRT publica relatório interno de 'Insights de Ameaças' com TTPs observadas, falsos positivos recorrentes, e recomendações de ajuste de defesa. Insights relevantes são compartilhados anonimamente com o ISAC Saúde.
DE.AE-07
O monitoramento contínuo é usado para detectar atividades adversas em sistemas, redes e ambientes físicos.
Mantém vigilância 24x7 com responsável definido.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso SOC interno em horário comercial (8x18h). Fora do expediente, monitoring terceirizado (SOC da IBM) com SLA de 15min para alertas críticos. Em 2024, MTTD caiu de 4h para 22min após a terceirização noturna.
DE.AE-08
Eventos adversos são detectados e analisados.
Combina detecção automática com investigação humana.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Todo alerta crítico recebe investigação manual em até 30min. Analista usa MITRE ATT&CK Navigator para mapear TTPs, consultar threat intel, e decidir se é incidente confirmado. Em 2024, 8 incidentes confirmados a partir de 640 alertas críticos.
DE.AE-09
Atribuição de eventos adversos é determinada quando possível.
Tenta identificar quem está por trás do ataque.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Para incidentes relevantes, o CSIRT tenta atribuição baseada em TTPs, IoCs, e intel pública. Em 2024, atribuiu 2 incidentes a grupo FIN12 (ransomware) e 1 a script kiddie local. Atribuição compartilhada com CERT.br e ISAC.

RESPOND

RS · 4 categorias · 21 subcategorias
📄 nist-respond.jpg
📅 Incidente de referência: Em julho/2024 (cenário simulado em exercício funcional), a Clínica sofreu tentativa de ransomware pelo grupo FIN12, iniciado por phishing a uma recepcionista. Clique em cada fase da linha do tempo para ver as ações tomadas.
🛡️
Preparação
Antes
PRI treinado, backups testados
🕵️
Detecção
T+0
SIEM alerta PowerShell suspeito
🔒
Contenção
T+30min
Isolamento de host e VLAN
🧹
Erradicação
T+2h
Wipe, reset de senhas, blocos
♻️
Recuperação
T+5h
PACS validado e liberado
📝
Pós-mortem
T+7d
Relatório SANS, plano de ação
Coordenar, comunicar e gerenciar a resposta a incidentes.
RS.MA-01
Um plano de resposta a incidentes é estabelecido, documentado, aprovado, comunicado e implementado.
Plano formal que orquestra a resposta a incidentes.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Plano de Resposta a Incidentes (PRI v3.0) tem 67 páginas. Define níveis de severidade (S1-S4), CSIRT, matriz RACI, e procedimentos para 8 cenários (ransomware, phishing, insider, exfiltração, etc.). Aprovado pelo Conselho, treinado anualmente.
RS.MA-02
O plano de resposta a incidentes é revisado e atualizado em intervalos definidos ou quando mudanças significativas ocorrem.
Mantém o plano vivo e relevante.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso PRI revisada anualmente (março) e após incidentes S1/S2. Após o incidente de ransomware de julho/2024 (cenário simulado real), foram incorporados: runbook de isolamento do PACS em 5min, e contato direto com o FBI (via INTERPOL).
RS.MA-03
Os relatórios pós-incidente são elaborados e compartilhados com as partes interessadas apropriadas.
Documenta o ocorrido e as lições para melhorar.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Após cada incidente S1/S2, o CSIRT elabora relatório em até 5 dias úteis contendo: timeline, causa raiz, ações tomadas, impacto, lições aprendidas, e plano de ação. Relatório vai ao Conselho, Jurídico e DPO.
RS.MA-04
Exercícios de resposta a incidentes são conduzidos para testar a eficácia do plano.
Treina a equipe em condições realistas.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Tabletop anual (meio dia) com Diretoria. Exercício funcional semestral com CSIRT. Purple team anual com adversário simulado. Em 2024, os 3 exercícios revelaram: falta de contato direto com ANPD fora do expediente, corrigido em 30 dias.
RS.MA-05
Os incidentes são reportados e rastreados por toda a sua duração.
Garante rastreabilidade de ponta a ponta.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Todo incidente é aberto no Jira com severidade, CSIRT owner, e SLA. Status atualizado a cada 4h (S1) ou 24h (S2-S4). Dashboard mostra incidentes em aberto, idade, e SLA. Em 2024, MTTR caiu de 36h para 11h.
Investigar, atribuir causa raiz e entender o escopo do incidente.
RS.AN-01
Notificações de incidentes são investigados prontamente.
Toda notificação vira investigação, sem demora.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Canais de notificação: e-mail security@, bot do Teams, telefone 0800. SLA de triagem: 15min para alertas automáticos, 1h para reports humanos. Em 2024, 92% das notificações tiveram primeira resposta dentro do SLA.
RS.AN-02
O impacto e o escopo do incidente são analisados para determinar os recursos afetados e as consequências.
Saber o que foi tocado e o que isso significa.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Após detecção de ransomware em estação (cenário exercício), o CSIRT usou EDR para traçar movimento lateral: 3 estações, 1 servidor de arquivo. Análise de logs do PACS confirmou que nenhuma imagem foi exfiltrada. Escopo contido em 1h.
RS.AN-03
As causas do incidente são determinadas e documentadas.
Identifica a causa raiz, não só os sintomas.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Após phishing bem-sucedido em 2024, análise determinou causa raiz: e-mail spoofado do RH, sem SPF/DKIM/DMARC no remetente externo. Ação: reforço no SPF do domínio próprio, treinamento adicional, e bloqueio de domínios lookalike.
RS.AN-04
A investigação de incidentes documenta e compartilha informações para apoiar a resposta e a melhoria.
Documenta e difunde o aprendizado.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Cada incidente S1/S2 gera um documento forensic no formato SANS: executive summary, timeline, IOCs, TTPs MITRE, root cause, recommendations. Compartilhado com CSIRT, Diretoria e, em forma anonimizada, com ISAC Saúde.
RS.AN-05
Atribuição de incidentes é determinada quando possível.
Identifica quem atacou, quando possível.
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Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Em incidente de ransomware simulado em 2024, o CSIRT atribuiu ao grupo FIN12 baseado em: TTPs (uso de Cobalt Strike, BazarLoader), IoCs (IPs C2 conhecidos), e timing (sexta-feira à noite, padrão do grupo).
Comunicar interna e externamente sobre o incidente, conforme necessário.
RS.CO-01
As partes interessadas internas são notificadas sobre incidentes.
Informa quem precisa agir dentro da organização.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Matriz de notificação por severidade: S1 = CEO + Conselho + Jurídico + DPO + CISO em ≤15min; S2 = CISO + Diretoria Operacional + DPO em ≤1h; S3 = CISO + CSIRT em ≤4h; S4 = só CSIRT.
RS.CO-02
As partes interessadas externas são notificadas sobre incidentes, conforme necessário.
Comunica para fora quando o incidente tem impacto externo.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Em incidente com vazamento de dados: notificação à ANPD em prazo razoável (LGPD art. 48). Notificação aos pacientes afetados em prazo razoável. Comunicação à ANVISA se houver risco assistencial. Comunicação à imprensa pelo assessor de comunicação.
RS.CO-03
As partes interessadas externas são notificadas sobre incidentes por canais apropriados.
Usa o canal certo para cada público.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso ANPD: formulário online do portal. Pacientes: carta física + e-mail + SMS. Imprensa: press release pela assessoria. Convênios: comunicado oficial via EDI. Investidores (se aplicável): fato relevante.
RS.CO-04
A coordenação com as partes interessadas ocorre durante todo o ciclo de vida do incidente.
Mantém todos sincronizados ao longo da resposta.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Conference bridge aberto desde a confirmação do incidente até o encerramento. Atas de reuniões a cada 4h (S1). Grupos de WhatsApp distintos para: CSIRT técnico, comitê de crise, comunicação externa.
RS.CO-05
A comunicação voluntária de incidentes é compartilhada com fontes apropriadas para apoiar a melhoria da cybersecurity.
Compartilha aprendizado com a comunidade.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Após incidente S1, a Clínica compartilha IoCs e TTPs (sem dados sensíveis) com: ISAC Saúde-Brasil, CERT.br, e fabricante do PACS. Em 2024, contribuiu com 3 reports anonimizados usados por outros hospitais.
RS.CO-06
A comunicação pós-incidente é compartilhada com as partes interessadas apropriadas.
Fecha o ciclo com comunicação final.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Após encerramento do incidente, comunicado final: interno (townhall), pacientes afetados (carta de encerramento), ANPD (relatório de encerramento), e imprensa (se aplicável).
RS.CO-07
A coordenação de resposta a incidentes é compartilhada com provedores de serviços externos, conforme necessário.
Engaja terceiros especializados quando preciso.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Contratos de retêr com: firma de forense (Mandiant), firma jurídica especializada em LGPD, firma de relações públicas de crise. Em incidente S1, são acionados em ≤2h.
Conter, erradicar e mitigar o impacto do incidente.
RS.MI-01
Incidentes são contidos para limitar o escopo e o impacto.
Isola o incidente para impedir expansão.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Runbooks de contenção por tipo: phishing = desativar conta + bloquear remetente + remover e-mails; ransomware = isolar host + desligar segmento de rede + desativar credenciais; insider = bloquear VPN + revogar acessos + preservar evidências.
RS.MI-02
Incidentes são erradicados para eliminar a causa e prevenir recorrência.
Remove a causa raiz, não só os sintomas.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Após phishing bem-sucedido em 2024, erradicação incluiu: wipe das 3 estações afetadas, reset de senha de 47 usuários que clicaram, bloqueio de 12 domínios lookalike, e reforço das regras de anti-spam.
RS.MI-03
Ações de resposta são tomadas de acordo com o plano de resposta a incidentes, conforme necessário.
Executa o plano com disciplina, mas adaptando ao caso.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Durante incidente de ransomware simulado (2024), o CSIRT seguiu o PRI passo a passo, mas adicionou ação não prevista: desligamento do link cloud para impedir propagação ao backup. Ação depois incorporada ao PRI.
RS.MI-04
Os efeitos do incidente são mitigados considerando o impacto associado.
Minimiza consequências para o negócio e stakeholders.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Durante indisponibilidade do PACS em incidente de 2023, a Clínica ativou: laudos em papel para emergências, redirecionamento de exames urgentes a parceiros, e comunicação proativa a pacientes com exames agendados.

RECOVER

RC · 2 categorias · 10 subcategorias
📄 nist-recover.jpg
Restaurar ativos e operações ao estado normal.
RC.RP-01
O plano de recuperação é executado para garantir a continuidade dos serviços e operações essenciais.
Voltar a operar o quanto antes, com segurança.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Runbook de recuperação do PACS em 9 passos: validar backup, montar ambiente limpo, restaurar imagens, validar integridade (hash), testar DICOM, liberar para médicos, monitorar 24h, comunicar pacientes, registrar lições.
RC.RP-02
Ativos e operações afetadas são restaurados de forma controlada e comunicada.
Recuperação com governance, sem pressa perigosa.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Após incidente simulado (2024), restauração do PACS levou 3h20min (dentro do RTO de 4h). Cada etapa foi registrada no Jira com timestamp, responsável, e validação por segundo analista (regra dos 4 olhos).
RC.RP-03
A integridade dos ativos é verificada após a restauração.
Confirma que o sistema voltou limpo e íntegro.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Após restore do PACS: scan completo do EDR, validação de hashes de todos os binários, auditoria de acessos, e revisão manual de 1% aleatório dos laudos restaurados. Só então sistema é liberado para produção.
RC.RP-04
Considerações de cybersecurity são aplicadas durante a reconstrução e restauração de ativos.
Aproveita a recuperação para melhorar a postura.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Após restauração do PACS em 2023, a Clínica aproveitou para: atualizar para versão 5.2 (com patches de segurança), implementar MFA (que era só planejado), e reforçar segmentação de rede. 'Nunca deixe uma boa crise ir para o lixo', disse o CISO.
RC.RP-05
A coordenação da recuperação ocorre com as partes interessadas internas e externas, conforme necessário.
Recuperação é esforço conjunto.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Durante recuperação do PACS, coordenação diária com: fabricante do PACS (suporte 24x7), provedor cloud (escala de recursos), firma forense (validação), e jurídico (comunicação ANPD). Conferência bridge 2x ao dia.
RC.RP-06
As lições aprendidas na recuperação são incorporadas para melhorar processos futuros.
Transforma a recuperação em melhoria permanente.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Após cada incidente, sessão de retrospective (formato SANS) com CSIRT e stakeholders. Em 2024, 8 melhorias foram implementadas a partir de retrospectives, incluindo: runbook de ransomware específico para PACS, e check-list de validação pós-restore.
Comunicar internamente e externamente o status e a conclusão da recuperação.
RC.CO-01
A situação da recuperação é comunicada às partes interessadas internas e externas.
Mantém todos informados do progresso.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Durante incidente S1, atualizações a cada 4h para: Conselho, Jurídico, DPO, comunicação, e operações. Após estabilização, frequência reduz para diária até encerramento completo.
RC.CO-02
A situação da recuperação é comunicada às partes interessadas externas, conforme necessário.
Avisa o mundo externo quando pertinente.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Pacientes afetados recebem atualização a cada 24h até a normalização. ANPD recebe relatório de progresso a cada 48h até encerramento. Imprensa recebe release diário até o 'all clear'.
RC.CO-03
A declaração de fim de recuperação é comunicada às partes interessadas apropriadas.
Encerra formalmente o ciclo de incidente.
🏥
Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Comunicado final de 'all clear' emitido após: validação técnica completa, OK do forense, OK do jurídico, e aprovação do Conselho. Comunicado vai a: pacientes, ANPD, imprensa, convênios, e internamente (townhall).
RC.CO-04
A comunicação pós-recuperação é compartilhada para apoiar a melhoria da cybersecurity.
Compartilha aprendizado para a comunidade.
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Exemplo — Clínica Diagnóstico Preciso Após encerramento, relatório anonimizado é compartilhado com ISAC Saúde-Brasil e CERT.br. Apresentação em conferências do setor (HIS Brazil 2024) com foco em lições aprendidas, sem expor dados sensíveis.

CSF Profiles

Current vs Target
📄 nist-profiles.jpg

O que é um CSF Profile?

Um Profile é o alinhamento entre as Functions, Categories e Subcategories do CSF e os requisitos de negócio, objetivos de risco e requisitos regulatórios de uma organização. É uma representação declarativa da postura desejada — não mede conformidade, descreve expectativa.

Existem dois perfis fundamentais:

  • Current Profile: como a organização está hoje, em termos dos outcomes do CSF que alcança consistentemente.
  • Target Profile: como a organização quer estar, em horizonte definido (tipicamente 12-36 meses).

A comparação entre Current e Target gera o gap analysis, que vira insumo direto para o POA&M (Plan of Action and Milestones). É uma prática saudável revisar ambos os perfis pelo menos anualmente, ou após mudanças significativas (incidente relevante, nova regulação, fusão/aquisição, mudança de modelo de negócio).

📍 Current Profile Tier 3 — Repeatable

Estado em dezembro/2024, validado por assessment interno conduzido pelo CISO com revisão do Conselho.

  • GOVERN (GV): estratégia formal aprovada; PSI v4.0 em vigor; Comitê de Risco ativo mensal; SCRM para 12 fornecedores críticos.
  • IDENTIFY (ID): CMDB atualizado; OCTAVE Allegro para avaliação de risco; POA&M com 6 itens críticos em andamento.
  • PROTECT (PR): MFA em PACS/RIS/VPN/billing; RBAC implementado; EDR em 100% dos endpoints; backups 3-2-1 testados mensalmente.
  • DETECT (DE): SIEM (Wazuh) com 87 fontes; SOC 24x7 (interno diurno + IBM terceirizado noturno); UEBA ativo; MTTD 22min.
  • RESPOND (RS): PRI v3.0 com 8 runbooks por cenário; CSIRT treinado; tabletop anual; MTTR 11h.
  • RECOVER (RC): PCN testado anualmente; RTO PACS 4h cumprido em 100% dos testes; comunicação pós-incidente estruturada.

🎯 Target Profile Tier 4 — Adaptable

Alvo para dezembro/2026, com roadmap bianual e orçamento aprovado.

  • GOVERN (GV): estratégia adaptativa com revisão contínua (não anual); SCRM estendido a 30 fornecedores; integração com ERM corporativo.
  • IDENTIFY (ID): threat modeling STRIDE por mudança; risk quantification FAIR; vendor risk scoring automatizado.
  • PROTECT (PR): zero-trust arquitetura completa; MFA passwordless (FIDO2); criptografia ponta-a-ponta para laudos; hardening CIS Level 2 em 100% dos servidores.
  • DETECT (DE): XDR com correlação cross-funcional; SOC interno 24x7 (encerrar terceirização); threat hunting proativo semanal; MTTD < 10min.
  • RESPOND (RS): automação SOAR para 60% dos playbooks; compartilhamento automático de IoCs via ISAC; exercícios conjuntos com hospitais parceiros trimestralmente.
  • RECOVER (RC): RTO PACS 1h (cluster multi-região); restore automatizado e validado; cyber-insurance com cobertura de R$ 5M.

Matriz de Maturidade: Function × Tier (Current vs Target)

Function Tier 1 — Partial Tier 2 — Risk Informed Tier 3 — Repeatable Tier 4 — Adaptable
GOVERN (GV)● Atual◎ Alvo
IDENTIFY (ID)● Atual◎ Alvo
PROTECT (PR)● Atual◎ Alvo
DETECT (DE)● Atual◎ Alvo
RESPOND (RS)● Atual◎ Alvo
RECOVER (RC)● Atual◎ Alvo

DETECT está mais próximo do Tier 2 porque ainda depende parcialmente de SOC terceirizado para cobertura 24x7; migrar para Tier 4 requer SOC interno full-time e threat hunting proativo.

📋 POA&M — Plan of Action and Milestones (2025-2026)

IDGap (CSF Subcat)AçãoOwnerPrazoInvestimentoStatus
POA-001GV.RM-06 (priorização de risco)Adotar metodologia FAIR para quantificação financeira de riscoCISOQ2/2025R$ 80kEm andamento
POA-002ID.RA-08 (vuln disclosure)Lançar bug bounty privado via HackerOneCISOQ1/2025R$ 30k/anoConcluído
POA-003PR.AA-05 (zero-trust)Implementar microsegmentação via Cisco TetrationTI/RedesQ3/2025R$ 220kEm licitação
POA-004PR.AA-02 (MFA passwordless)Migrar PACS/RIS para FIDO2 (YubiKey)TI/IdentidadeQ4/2025R$ 90kPlanejado
POA-005DE.CM-01 (monitoramento)Internalizar SOC noturno (encerrar terceirização IBM)CISOQ2/2026R$ 350k/anoPlanejado
POA-006DE.AE-03 (threat intel)Contratar analista de threat hunting dedicadoCISOQ1/2026R$ 180k/anoEm recrutamento
POA-007RS.MA-04 (exercícios)Participar de Cyber Exercise conjunto ISAC SaúdeCSIRTAnualR$ 15kRecorrente
POA-008RC.RP-01 (RTO PACS)Implementar cluster PACS multi-região com failover automáticoTI/InfraQ4/2026R$ 480kEm estudo
POA-009GV.SC-04 (monitoramento fornecedores)Implementar plataforma de TPRM (BitSight ou similar)CISO/ComprasQ3/2025R$ 60k/anoEm avaliação
POA-010PR.DS-01 (criptografia)Migrar laudos para criptografia ponta-a-ponta com chaves gerenciadas por pacienteTI/PACSQ2/2026R$ 140kPlanejado
Escopo do Profile: Este profile cobre apenas o ambiente da Clínica Diagnóstico Preciso (3 unidades). A filial em planejamento para 2026 terá profile próprio, derivado deste e ajustado ao seu contexto (novos fornecedores, nova regulação estadual, etc.).

CSF Tiers

Tiers 1-4
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Como funcionam os Tiers

Tiers descrevem o grau de maturidade com que uma organização gerencia o cyber-risco — não o grau de maturidade técnica dos controles. Os quatro níveis (Partial, Risk Informed, Repeatable, Adaptable) aplicam-se a cada Function individualmente, permitindo que a organização tenha, por exemplo, PROTECT em Tier 3 mas DETECT em Tier 2.

Tier não é certificação nem selo — é auto-avaliação. Não há auditoria externa exigida. O valor está na honestidade da auto-avaliação e no uso dela como ferramenta de planejamento (gap → ação → recurso → prazo).

Tier 1 — Partial

Risco ad-hoc, reativo, sem estratégia formal.

  • Sem estratégia de cyber-risco documentada.
  • Controles implementados caso a caso, sem visão sistêmica.
  • Resposta a incidentes é improvisada.
  • Cybersecurity vista como problema de TI.

Tier 2 — Risk Informed

Estratégia definida mas não consistente; consciência de risco.

  • Estratégia de cyber-risco documentada.
  • Risco é identificado mas nem sempre priorizado.
  • Controles implementados parcialmente.
  • Plano de resposta existe mas não é exercitado.

Tier 3 — Repeatable

Estratégia formal, executada consistentemente, com melhoria implícita.

  • Estratégia de cyber-risco aprovada pela liderança.
  • Política e POA&M atualizados formalmente.
  • Controles implementados e monitorados.
  • Plano de resposta exercitado regularmente.
  • Cybersecurity tem owner no nível executivo (CISO).
  • Risco ainda parcialmente qualitativo (sem FAIR).
  • SOC terceirizado para cobertura 24x7.
  • Threat hunting ainda reativo.
  • Compartilhamento de IoCs é manual.

Tier 4 — Adaptable

Estratégia adaptativa, previsão de mudanças, melhoria contínua explícita.

  • Estratégia adaptativa, revisada continuamente.
  • Risco quantificado financeiramente (FAIR).
  • Controles baseados em threat modeling e predição.
  • Resposta automatizada (SOAR) para a maioria dos cenários.
  • Threat hunting proativo e compartilhamento formal via ISAC.
  • Cybersecurity integrada ao ERM corporativo.
  • Cadeia de suprimentos gerenciada por scoring automatizado.

Progresso por Function — Atual (Tier 3) vs Alvo (Tier 4)

GOVERN
75%
→ Alvo
92%
IDENTIFY
78%
→ Alvo
90%
PROTECT
82%
→ Alvo
95%
DETECT
68%
→ Alvo
92%
RESPOND
76%
→ Alvo
90%
RECOVER
72%
→ Alvo
88%
Maior gap: DETECT (68% → 92%, 24 pontos). Justificativa: a Clínica ainda terceiriza o SOC noturno e não pratica threat hunting proativo. Plano de ação: internalizar SOC (POA-005) e contratar threat hunter (POA-006).

Recursos Online e Informative References

Mapeamentos

O que são Informative References?

Informative References são mapeamentos publicados pelo NIST (e pela comunidade) entre as subcategorias do CSF e seções específicas de outros frameworks, padrões e guias. Elas não são normativas — são sugestões de "como você poderia implementar este outcome em framework X".

Para cada subcategoria do CSF 2.0, existem tipicamente entre 1 e 6 Informative References, cobrindo: controles do SP 800-53 (federal dos EUA), práticas do ISO 27001/27002, controles do COBIT 2019, objetivos do CIS Controls v8, e mais. O NIST mantém um catálogo online em csf.tools atualizado pela comunidade.

Para o setor saúde, há também mapeamentos específicos para HHS Cybersecurity Performance Goals, HITRUST CSF, e o catálogo do HHS 405(d) HICP. Para IA, o NIST publicou o AI RMF (AI Risk Management Framework, 2023) com mapeamento cruzado para CSF.

Mapeamento CSF 2.0 ↔ SP 800-53 Rev. 5 (exemplos selecionados)

CSF SubcategoriaSP 800-53 ControlDescrição do Controle
GV.OC-03PM-15Contacts with Authorities
GV.RM-01PM-9Risk Management Strategy
GV.RR-02PM-2Information Security Program Leadership Role
GV.SC-03SR-3Supply Chain Controls and Processes
ID.AM-01CM-8System Component Inventory
ID.RA-01RA-3Risk Assessment
PR.AA-02IA-2Identification and Authentication (Organizational Users)
PR.AA-04AC-6Least Privilege
PR.DS-01SC-28Protection of Information at Rest
PR.PS-02SI-2Flaw Remediation
DE.CM-01SI-4System Monitoring
DE.AE-02SI-4(5)System Monitoring | Complaint Activity Detection
RS.MA-01IR-8Incident Response Plan
RS.CO-02IR-6Incident Reporting
RC.RP-01CP-10System Recovery and Reconstitution
RC.CO-03CP-2(4)Contingency Plan | Recovery and Reconstitution

Mapeamento para Frameworks Complementares

CSF ComponenteSP 800-37 (RMF)PRAMAI RMFISO 27001/27002CIS Controls v8
GV.RM — Estratégia de RiscoStep 1: PrepareFrame RiskGOVERN (Map)Cláusula 6.1 (Planning)IG3 (Governance)
GV.OC — Contexto OrganizacionalStep 1: PrepareFrame RiskGOVERN (Context)Cláusula 4 (Context)IG2 (Governance)
GV.SC — Cadeia de SuprimentosStep 1 + Step 5Assess RiskGOVERN (Suppliers)A.5.19 (Supplier relationships)S1 (Supply Chain)
ID.RA — Avaliação de RiscoStep 2: CategorizeAssess RiskMEASURE (Track)A.8.2 (Risk assessment)IG1 (Asset inventory)
PR.AA — Identidade e AcessoStep 3: ImplementRespond RiskMEASURE (Track)A.5.15-5.18 (Access control)S6 (Access Control)
PR.DS — Segurança de DadosStep 3: ImplementRespond RiskMEASURE (Track)A.8.11-8.13 (Data security)S3 (Data Protection)
DE.CM — MonitoramentoStep 4: AssessMonitor RiskMEASURE (Track)A.8.16 (Monitoring)S8 (Audit Log Mgmt)
RS.MA — Gerenciamento de IncidentesStep 6: SustainRespond RiskMANAGE (Act)A.5.24-5.28 (Incident mgt)S17 (Incident Response)
RC.RP — RecuperaçãoStep 6: SustainRespond RiskMANAGE (Act)A.5.29-5.30 (BC/DR)S11 (Data Recovery)

Recursos Oficiais NIST e da Comunidade

RecursoFonteUso na Clínica
NIST CSWP 29 — Cybersecurity Framework 2.0NIST (2024)Documento-base deste estudo de caso
NIST SP 800-37 Rev. 2 — RMFNISTAPOIO para futura certificação FEDRAMP-like
NIST SP 800-53 Rev. 5NISTCatálogo de controles para seleção no POA&M
NIST SP 800-30 Rev. 1NISTGuia para avaliação de risco (ID.RA)
NIST SP 800-61 Rev. 2NISTGuia de resposta a incidentes (RS)
NIST SP 800-160 v1 — Systems Security EngineeringNISTEngenharia de segurança em novos desenvolvimentos
NIST IR 8286 — Enterprise Risk ManagementNISTIntegração com ERM corporativo (GV.RM-01)
NIST AI RMF 1.0 (2023)NISTGovernance de IA quando adotar ferramentas de IA clínica
NIST PRAM — Privacy Risk Assessment MethodologyNISTAvaliação de risco de privacidade (privacidade)
NIST CSF 2.0 Quick Start GuidesNISTGuias de implementação por perfil (pequena empresa, enterprise, etc.)
NIST CSF 2.0 Reference Tool (csf.tools)NIST + comunidadeConsulta online de Informative References
CIS Controls v8Center for Internet SecurityCatálogo priorizado de 18 controles técnicos
MITRE ATT&CKMITRE CorporationMatriz de TTPs para detecção e resposta
HIMSS CybersecurityHIMSSBenchmarks específicos para saúde
CERT.brNIC.brThreat intel brasileiro, alertas e suporte a incidentes
ISAC Saúde-BrasilSetor saúdeComparthamento de IoCs entre hospitais

Privacidade e o CSF

Fig. 6 — Venn
📄 nist-privacy.jpg

Por que privacidade está no CSF?

O CSF 2.0 trata explicitamente a privacidade como dimensão integrada à cybersecurity, não paralela. A Figura 6 do documento original ilustra essa relação por meio de um diagrama de Venn com três zonas:

  • Riscos de cybersecurity apenas — eventos que comprometem confidencialidade, integridade ou disponibilidade de sistemas e dados, sem envolver necessariamente dados pessoais ou danos à privacidade de indivíduos.
  • Riscos de privacidade apenas — problemas decorrentes do processamento de dados pessoais (coleta excessiva, retenção longa, compartilhamento sem base legal), independentes de haver incidente técnico de cybersecurity.
  • Interseção — eventos de cybersecurity que resultam em dano à privacidade de indivíduos. É a zona mais crítica: um ataque técnico vira um problema de pessoas.

Para a Clínica, a interseção é onde residem os riscos mais graves: vazamento de laudos por ransomware com exfiltração não é apenas um incidente técnico — é um incidente de privacidade com notificação obrigatória à ANPD e aos pacientes afetados (LGPD art. 48).

Interseção: Cybersecurity + Privacidade

Passe o mouse sobre cada zona do diagrama (ou toque, em mobile) para ver exemplos concretos do dia-a-dia da Clínica.

PRAM: Tipos de Dano ao Indivíduo (NIST IR 8062)

O NIST Privacy Risk Assessment Methodology (PRAM) cataloga sete categorias de dano potencial que um problema de privacidade pode causar a um indivíduo. A Clínica usa essa lista durante a avaliação de risco de privacidade.

Tipo de DanoDescriçãoExemplo na Clínica
Dano físicoLesão corporal ou dano à saúdeVazamento de laudo oncologico que leve a agressão por familiar da vítima
Dano psicológicoAngústia, estresse, humilhação, perda de dignidadePaciente descobre que laudo íntimo foi visto por funcionário não autorizado
Dano reputacionalDano à imagem pública ou socialVazamento de imagem de paciente público vira manchete
Dano financeiroPerda de dinheiro, crédito, ou capacidade econômicaFraude usando dados de paciente vazados
Perda de oportunidadePerda de emprego, moradia, seguro, ou benefícioSeguradora negando cobertura após vazamento de diagnóstico pré-existente
DiscriminaçãoTratamento diferenciado injustoConvênio recusando procedimento com base em imagem vazada
Perda de autonomiaRestrição da liberdade de escolhaPaciente obrigado a mudar médico/tratamento por exposição pública

Mapeamento LGPD ↔ CSF (GV.OC-03 e correlatos)

CSF SubcategoriaArtigo LGPDDescriçãoAção na Clínica
GV.OC-03Art. 1º, 6ºPrincípios: finalidade, adequação, necessidadeInventário de dados pessoais por finalidade
GV.OC-05Art. 7ºBases legais para tratamentoCláusula contratual com bases legais identificadas
GV.PO-01Art. 46Medidas de segurançaPSI v4.0 alinhada com LGPD
GV.RR-05Art. 41Encarregado (DPO)DPO nomeado e comunicado à ANPD
ID.AM-06Art. 37Registro de operaçõesInventário de dados pessoais (ROPA)
PR.AA-04Art. 7º, IVTitular controle de acessoImplementação de direitos do titular
PR.DS-01Art. 46Segurança dos dadosCriptografia TDE + TLS 1.3 + BitLocker
RS.CO-02Art. 48Comunicação de incidenteNotificação à ANPD em prazo razoável
GV.SC-03Art. 28Operadores (terceiros)Contratos com cláusulas LGPD
GV.SC-07Art. 33Transferência internacionalCláusulas contratuais padrão para cloud estrangeira
Cadeia de suprimentos e IA: A Clínica começou a usar ferramentas de IA para triagem de imagens (ex.: detecção de nódulos em tomografia). Cada ferramenta introduz dois vetores novos: (a) o fornecedor da IA processa dados pessoais de saúde — exige contrato LGPD completo (GV.SC-03); (b) o modelo de IA pode reproduzir vieses discriminatórios — exige avaliação de fairness com framework NIST AI RMF antes da adoção. Para cada adoção de IA clínica, é obrigatório DPIA (Data Protection Impact Assessment) conduzido pelo DPO.

Glossário

52 termos
TermoDefinição
Category (Categoria)Subdivisão de uma Function no CSF. Ex.: GV.OC (Organizational Context), ID.AM (Asset Management). Cada Category agrupa Subcategories relacionadas.
Subcategory (Subcategoria)Declaração específica de um outcome desejado dentro de uma Category. Ex.: GV.OC-01, ID.AM-08. É o nível mais granular do CSF e a base para Profiles.
FunctionNível mais alto da hierarquia do CSF 2.0. São seis: GOVERN (GV), IDENTIFY (ID), PROTECT (PR), DETECT (DE), RESPOND (RS), RECOVER (RC).
Profile (Perfil)Representação dos outcomes do CSF que uma organização está alcançando (Current Profile) ou deseja alcançar (Target Profile). Base para gap analysis e POA&M.
TierNível de maturidade da gestão de cyber-risco: Tier 1 (Partial), Tier 2 (Risk Informed), Tier 3 (Repeatable), Tier 4 (Adaptable). Aplicado por Function.
Informative ReferenceMapeamento publicado entre uma subcategoria do CSF e seções de outros frameworks (SP 800-53, ISO 27001, COBIT, etc.). Não-normativo.
POA&MPlan of Action and Milestones — documento que lista gaps identificados, ações para fechá-los, owners, prazos e investimentos. Derivado do gap analysis entre Current e Target Profile.
Current ProfileFotografia dos outcomes do CSF que a organização alcança hoje, consistentemente. Construído por self-assessment ou assessment externo.
Target ProfileRepresentação dos outcomes do CSF que a organização quer alcançar, em horizonte definido. Guia o roadmap e o orçamento.
Gap AnalysisComparação entre Current e Target Profile que identifica deficiências e gera o POA&M.
Cybersecurity RiskRisco de operações adversas, perdas financeiras, dano reputacional ou outros impactos decorrentes de comprometimento da confidencialidade, integridade ou disponibilidade de sistemas e dados.
Privacy RiskRisco de dano a indivíduos decorrente do processamento de dados pessoais — independentemente de haver incidente técnico de cybersecurity.
Privacy Risk IntersectZona onde eventos de cybersecurity resultam em dano à privacidade. Ex.: ransomware com exfiltração de dados pessoais.
PRAMPrivacy Risk Assessment Methodology — metodologia do NIST para avaliação de risco de privacidade. Documentada em NIST IR 8062.
AI RMFAI Risk Management Framework — framework do NIST (2023) para gestão de risco em sistemas de IA. Mapeia-se ao CSF via GV, IDENTIFY e MEASURE.
Outcome (Resultado)Declaração do estado desejado para uma subcategoria do CSF, sem prescrever como alcançá-lo. Ex.: 'Identidades são proverificadas durante o acesso'.
Implementation ExampleExemplo concreto de como uma organização implementou um outcome. Catálogo mantido pela comunidade no NIST CSF site.
Quick Start Guide (QSG)Documento curto do NIST com passos básicos para começar com CSF, segmentado por perfil (pequena empresa, enterprise, etc.).
Community of InterestGrupo de organizações que compartilham experiências e Informative References específicas de um setor (saúde, finanças, energia, etc.).
Supply Chain Risk Management (SCRM)Disciplina de identificar, avaliar, mitigar e monitorar riscos introduzidos por fornecedores, parceiros e tecnologias de terceiros.
Threat IntelligenceInformação sobre ameaças (TTPs, IoCs, atores) coletada de fontes internas e externas, usada para melhorar detecção e resposta.
IoC (Indicator of Compromise)Artefato observável que indica comprometimento — IP, hash, domínio, registry key, etc. Compartilhado entre organizações via ISACs.
TTP (Tactics, Techniques, Procedures)Padrões de comportamento de adversários, conforme taxonomia MITRE ATT&CK. Mais duráveis que IoCs.
MTTDMean Time To Detect — tempo médio entre ocorrência de incidente e sua detecção.
MTTRMean Time To Respond/Recover — tempo médio entre detecção e encerramento do incidente.
RTO (Recovery Time Objective)Tempo máximo aceitável entre indisponibilidade e retorno à operação. Ex.: PACS RTO 4h.
RPO (Recovery Point Objective)Idade máxima aceitável dos dados recuperados. Ex.: RPO 24h significa que se pode perder até 24h de dados.
CSIRTComputer Security Incident Response Team — equipe formalmente designada para responder a incidentes de cybersecurity.
SOCSecurity Operations Center — centro de monitoramento contínuo, tipicamente 24x7, que detecta e tria alertas.
SIEMSecurity Information and Event Management — plataforma que agrega logs de múltiplas fontes, correlaciona eventos e gera alertas.
EDREndpoint Detection and Response — solução de monitoramento avançado de endpoints com detecção comportamental e resposta automatizada.
XDRExtended Detection and Response — evolução do EDR que correlaciona dados de endpoints, rede, cloud e identidade.
SOARSecurity Orchestration, Automation and Response — plataforma que automatiza playbooks de resposta a incidentes.
UEBAUser and Entity Behavior Analytics — análise de comportamento anômalo de usuários e entidades via ML.
FIMFile Integrity Monitoring — monitoramento de alterações em arquivos críticos (binários, configs).
MFAMulti-Factor Authentication — autenticação que combina dois ou mais fatores (algo que você sabe, tem, é).
RBACRole-Based Access Control — modelo de controle de acesso baseado em papéis organizacionais.
Zero-TrustModelo de segurança que assume que nenhum usuário/dispositivo é confiável por padrão, exigindo verificação contínua.
Tabletop ExerciseExercício de resposta a incidentes conduzido em mesa, sem execução técnica, focado em tomada de decisão.
Purple TeamExercício em que Red Team (atacante simulado) e Blue Team (defensor) colaboram para melhorar defesa.
ANPDAutoridade Nacional de Proteção de Dados — órgão brasileiro regulador da LGPD.
LGPDLei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei 13.709/2018) — legislação brasileira de proteção de dados.
DPOData Protection Officer (Encarregado) — figura obrigatória da LGPD responsável por interface com ANPD e titulares.
DPIAData Protection Impact Assessment — avaliação de impacto à privacidade, obrigatória em tratamentos de alto risco (LGPD art. 38).
ISACInformation Sharing and Analysis Center — entidade setorial para compartilhamento de threat intelligence.
PACSPicture Archiving and Communication System — sistema de armazenamento e distribuição de imagens médicas (DICOM).
RISRadiology Information System — sistema de gestão de workflow radiológico (laudos, agendas, billing).
DICOMDigital Imaging and Communications in Medicine — padrão para armazenamento e transmissão de imagens médicas.
HL7Health Level Seven — padrão de troca de informações clínicas e administrativas entre sistemas de saúde.
HSMHardware Security Module — dispositivo físico para geração, armazenamento e uso de chaves criptográficas.
ICP-BrasilInfraestrutura de Chaves Públicas Brasileira — AC raiz governamental para certificação digital no Brasil.
RACIMatriz de responsabilidades: Responsible, Accountable, Consulted, Informed.